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quarta-feira, 22 de agosto de 2007

Manual básico de mídia - Parte 2 - Amostra

Amostra

O que é preciso fazer para conhecer um produto novo, digamos, um sabão em pó, uma bebida ou mesmo uma matéria-prima?

Normalmente, pede-se um pouco para experimentar, certo? Pede-se uma amostra do produto. Se for de boa qualidade, o produto será bom. Se for ruim, o produto não serve. E isso é verdade, desde que o produto seja igual à amostra recebida, ou seja, desde que a amostra seja uma boa representante do produto.

Não é necessário, por exemplo, comer todo o pacote de biscoitos para saber se são bons ou não. Basta experimentar um. Se for uma lata de biscoitos sortidos, talvez seja melhor experimentar mais de um, para ter certeza de que todos são bons.

Novamente, parte-se do princípio de que o pouco experimentado permite formular conclusões a respeito de todo o resto. É prático, lógico e econômico. E esse é o mesmo princípio que está por trás das pesquisas de audiência.

Universo

Universo de uma pesquisa é o conjunto de pessoas que se quer ver representadas, ou seja, sobre as quais é preciso descobrir alguma coisa. No caso das pesquisas de audiência no Brasil, o universo é de mais de 150 milhões de habitantes.

Perguntar diariamente a 150 milhões de brasileiros o que assistiram na TV no decorrer do dia seria praticamente impossível, além de muito caro e trabalhoso. Por isso, as empresas que fazem pesquisa, os institutos de pesquisa, trabalham com amostras. Não de produtos, mas de pessoas. Escolhem, em cada cidade, um grupo especialmente definido para representar toda a população da cidade que está sendo estudada.

Os institutos de pesquisa escolhem um pouco de homens, um pouco de mulheres, crianças, jovens, adultos e pessoas mais velhas. Gente com muito dinheiro e com pouco. Pessoas que moram no centro e na periferia, pessoas que trabalham e que não trabalham, pessoas com filhos e sem filhos... Tomando esse cuidado, são capazes de reunir um grupo que forma a amostra da população da cidade. Sabendo o que faz um grupo, descobre-se o que faz todo mundo.

São necessários diversos estudos para conhecer bem a população que vai ser amostrada. Daí, são aplicadas técnicas estatísticas especiais para a seleção da amostra, para a escolha das pessoas que irão formar esse grupo que representará toda a população. Esse é o grande segredo das pesquisas: escolher bem aqueles que formarão a amostra.

Essas técnicas permitem saber quantas pessoas, e de que tipo, devem ser escolhidas para garantir essa representatividade. É possível saber, inclusive, a probabilidade de algum erro quando a amostra é consultada para saber algo a respeito da população. Com isso pode-se obter informações com grande economia e rapidez, garantindo um bom grau de precisão.

Um exemplo de como isso funciona são as eleições. Os institutos entrevistam cerca de 5 mil pessoas em todo o Brasil e indicam como vão votar 50 milhões de eleitores para presidente.



Em São Paulo, acompanhando o comportamento de pouco mais de 2 mil pessoas diante da TV é possível fazer previsões precisas sobre como se comporta a população. Não é mágica. É estatística. É um trabalho de profissionais que ajuda a tomar decisões com base em informações confiáveis.

Fonte: Manual básico de mídia - Globo

Manual básico de mídia - Parte 1 - Alcance e Freqüência

Começando hoje, irei postar sobre o conteúdo do "Manual básico de mídia" da Globo, que se divide em 14 partes. Consegui algumas informações e achei interessante. Então hoje começaremos com a primeira parte. Alcance e Freqüência.


Alcance e Freqüência

Quando exibe o seu comercial na TV, o anunciante sabe que esse comercial terá a oportunidade de ser visto por várias pessoas. Algumas verão apenas uma vez; outras, duas ou três; outras, mais do que isso.

Existem técnicas que orientam a escolha dos programas e do número de inserções que devem ser feitas em cada programa, de forma que o anunciante consiga alcançar a quantidade de pessoas escolhidas tantas vezes quanto for necessário. E isso é muito importante, pois só quem viu o comercial um número de vezes suficiente para entendê-lo tem a chance de se sentir motivado para comprar o produto. Essas pessoas são consideradas eficientemente alcançadas e são o principal objetivo da veiculação de uma mensagem.

O objetivo de todo anunciante é atingir o seu público com a sua mensagem. Um comercial de grande impacto chama a atenção do público com menos inserções. Um comercial mais suave precisa ser visto mais vezes para funcionar bem. Programas de grande audiência, como o Jornal Nacional ou a novela das 8 horas, alcançam muitas pessoas de uma só vez. Programas mais dirigidos atingem aquele público mais segmentado. Por exemplo: um Globo Rural para o pessoal que se interessa por agropecuária, ou um Jornal da Globo, no final da noite, para aqueles que chegam mais tarde em casa, são programas que alcançam o público que não foi atingido pelo Jornal Nacional.

O anunciante pode exibir o seu comercial de várias formas diferentes:
pode ser um patrocinador, e colocar vários comerciais em um mesmo programa, garantindo assim que aquele grupo de pessoas que costumam assisti-lo terá a oportunidade de ver várias vezes a sua mensagem. O outro extremo é uma programação diversificada, quando o anunciante escolhe uma série de programas diferentes e consegue, com isso, alcançar um número maior de pessoas.

Mas, atenção! Muita gente confunde número de inserções com freqüência, e audiência com alcance. Número de inserções é a quantidade de vezes que o comercial vai passar na TV. É uma característica associada ao comercial. Freqüência é o número de vezes que cada pessoa teve a oportunidade de ver o comercial. A freqüência está associada ao público-alvo. Audiência média é o número médio de pessoas que assistem a cada exibição do programa, portanto é uma característica do programa de TV.

Alcance é o número total de pessoas diferentes atingidas com um conjunto de veiculações do comercial. É uma característica desse conjunto de inserções, isto é, da programação de mídia.



















O número de pessoas alcançadas por diversas exibições de um programa (um patrocínio, por exemplo) é sempre maior que a sua audiência média. Isso porque, a cada nova inserção no programa, é alcançado um grupo de pessoas que já teve a oportunidade de ver a inserção nos programas anteriores e mais algumas que não tiveram a oportunidade de ver, por qualquer razão, as últimas exibições.


Fonte: Manual básico de mídia - Globo

Brainstorm #9